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FUSOS HORÁRIOS

Como a Terra está em constante movimento e leva aproximadamente 24 horas para dar uma volta ao redor de si mesma (rotação), cada região da Terra se encontra em um horário diferente. Para organizar isso e homogenizar a referência de horário em relação à posição do Sol no céu (Exemplo: meio-dia o Sol está “a pino”, perpendicular, “no meio do céu”) foram criados os fusos horários. Para isso, dividiu-se o total de graus da longitude (360) pelas horas de um dia (24), resultando nos fusos horários, de 15º de longitude cada um.

O ponto de referência central para os fusos horários é o meridiano de Greenwich, que passa pelo Observatório Real de Greenwich, em Londres, na Inglaterra. Esse local é a referência para o horário mundial, chamado de “GMT” (Greenwich Mean Time). A partir dele a cada fuso para o oeste é subtraída uma hora e a cada fuso para o leste é somada uma hora.

O Antimeridiano (180º de longitude) é a Linha internacional de mudança de data, ou seja, a linha a partir da qual começa a contagem de um novo dia. Por isso “o dia chega primeiro no Japão e depois no Brasil”, por exemplo.

LIMITE TEÓRICO E LIMITE PRÁTICO

O limite teórico dos fusos horários é estabelecido a cada 15º de longitude (...., 30ºO, 15ºO, 0º, 15ºL, 30ºL,...). Observe que esse é o valor do meridiano central, ou seja, o fuso do meridiano 0º, por exemplo, vai de 7º 30´ O a 7º 30´ L.

Como em quase todos os casos o limite a cada 15º de longitude não coincide com as fronteiras e os limites políticos, é feita uma adaptação conhecida como limite prático dos fusos, ou seja, a partir de onde, realmente, o fuso passa a ser contado.

Observe o mapa abaixo, dos fusos horários no mundo:

CALCULANDO DIFERENÇAS DE HORAS

Para calcular os horários é importante ter domínio da situação: saber o que está fazendo (o motivo de cada cálculo), não se apressar e treinar bastante para ter segurança nos cálculos.

Para calcular diferenças de horas devemos:

a) Somar os graus das localidades se estiverem em hemisférios diferentes, subtrair os graus das localidades se estiverem no mesmo hemisfério.

             Exemplos: a distância entre uma localidade A (30º O) e uma localidade B (30º L) é 60º, pois A está 30º a oeste do Meridiano de Greenwich (0º), e B está 30º a leste do Meridiano de Greenwich (0º), ou seja, “do outro lado”. Já a distância entre uma localidade A (30º O) e uma localidade B (15º O) é 15º, pois A está 30º a oeste do Meridiano de Greenwich (0º), e B está 15º a oeste do Meridiano de Greenwich (0º), ou seja, “do mesmo lado”.

b) dividir o resultado por 15

             Ao dividir o resultado por 15, transformamos uma distância que era em graus para uma distância em horas. Exemplo: se a distância em graus entre duas localidades é 60º, a distância em horas entre as duas cidades é 4 horas (60/15).

c) se o deslocamento for para o leste adiciona-se as horas, se o deslocamento for para o oeste subtrai-se as horas.

             Como a rotação da Terra se dá de leste para oeste, o movimento aparente do Sol é de oeste para leste. Com isso, está “mais cedo” para o leste (subtrair as horas) e “mais tarde” para o leste (somar as horas). Exemplo: Se em Brasília, que está 3 fusos a oeste de Greenwich, são 12 horas, em Londres serão 15 horas (três horas a mais que em Brasília).

 

FUSOS DO BRASIL

             O Brasil possui três fusos horários. São eles, do leste para o oeste:

1º) 30º O (-2 GMT): Abrange a porção oceânica do Brasil (Fernando de Noronha e demais ilhas oceânicas).

2º) 45º O (-3 GMT): Abrange a porção oriental (leste) do Brasil. É o fuso mais importante do país, concentra a maior parte da população e dos rendimentos das atividades econômicas e determina a hora oficial do Brasil (Horário de Brasília).

3º) 60º O (-4 GMT): Abrange a porção ocidental (oeste) do Brasil.

 

Lembre-se: desde 2008 o Brasil não possui mais o 4º fuso (-5 GMT), que abrangia o extremo oeste do Brasil (Acre e parte do Amazonas). Essa parte foi incorporada ao 3º fuso. Além dessa alteração, o estado do Pará passou, integralmente, a fazer parte do 3º fuso horário brasileiro.

HORÁRIO DE VERÃO

             É uma alternativa utilizada (no Brasil e em diversos países do mundo) para diminuir o consumo de energia elétrica no verão. Como no verão os dias ficam mais longos, adianta-se uma hora ao horário normal, aproveitando melhor a luz do Sol. Como o aumento do horário em que há luz solar é maior tanto quanto maior for a latitude (distância do Equador), apenas os estados que ficam na porção mais ao sul do Brasil é que utilizam esse recurso (normalmente os estados que adotam o horário de verão no Brasil são: Bahia, Tocantins, e todas as unidades federativas das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Nas regiões próximas ao Equador a variação na duração dos dias é muito pequena.

 

SUGESTÕES PARA APROFUNDAMENTO NOS ESTUDOS:

Para ter domínio das questões dos fusos horários é importante fazer uma grande quantidade de exercícios atentamente e quando houver erros, procurar entender onde errou.

Sites:

- http://pcdsh01.on.br/ – página da Divisão Serviço da Hora – DSHO, do Observatório Nacional do Brasil, com diversas informações a respeito da hora no Brasil.

- http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/atlasescolar/mapas_pdf/mundo_035b_fuso_horario_civil.pdf - mapa de fusos horários do IBGE.

FUSOS HORÁRIOS (GEO11)

Matéria: Geografia / Professor: Delton Campanhã de Moraes

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